quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Amor não combina com fraqueza. Existe um momento (que passa num piscar de olhos) em que a gente deve decidir se abre a porta ou se deixa a campainha tocar insistentemente. Já perdi algumas oportunidades cor de rosa. Acho que eu devia ter me dado algumas chances. E ter esticado a mão para o amor.

Hoje não me pergunto como teria sido, porque a gente não deve viver pensando no que deixou. Ou no que ficou em um passado que parece tão distante. Mas volta e meia penso: por que a gente tem esse medo todo?

O amor não morde. O amor não assusta. O amor não dói. Eu achava que as coisas eram diferentes, que amor dava frio na barriga, insônia, congestão nasal, que arrancava pedaço, que deixava a gente nas nuvens, que era um susto sem fim. Não, o amor não é nada disso. A paixão nos provoca uma série de sofrimentos. E traz aquela sensação de borboletas no estômago. A paixão é um comportamento adolescente, que se emburra e devolve os presentes, que bate porta, que se acha grande coisa, que quase mata no grito, que dura uma semana ou duas.

Tem muita gente que pensa que ama. Não sou ninguém para julgar o amor dos outros, longe de mim. Mas o amor, o amor mesmo, o amor maduro, o amor bonito, o amor real, o amor sereno, o amor de verdade não é montanha-russa, não é perseguição, não é telefone desligado na cara, não é uma noite, não é espera. O amor é chegada. É encontro. É dia e noite. É dormir de conchinha. É acordar e fazer um carinho de bom dia. É ajuda, mãos dadas, conforto, apoio. E saco cheio, também. Porque de vez em quando o amor enche o saco. Tem rotina, tem manhã, tarde, noite, tem defeito, tem chatice, tem tempestade. Mas o céu sempre limpa. Porque o amor é puro como o azul do céu.
Clarissa Corrêa
Você já deve ter ouvido (e dito) muitas vezes a clássica frase "vamos terminar tudo". É mais fácil querer terminar do que começar alguma coisa. Se tem algo incomodando, ah, vamos acabar logo com isso. Se tem uma pedra no sapato, vamos tirar logo, vamos nos livrar de qualquer incomodação, cara feia, olhar torto e infelicidades momentâneas.

Nunca gostei de terminar as coisas. Fico com dó, uma melancolia doce, um nó na garganta que nunca se desfaz. Sou apegada ao que é meu, ao que lembro, ao que minha memória guarda lava e passa com tanto carinho e esmero. Gosto de manter o que é vivo perto. E lembranças são vivas.

Conheço gente que é do time do se-tá-me-incomodando-tchau. Não consigo ser assim. Se te amo e você me incomoda, sento e converso, te explico cada coisinha que me tira do eixo. Não posso simplesmente fechar a porta na sua cara.

Tudo hoje é muito superficial. As relações duram bem menos que uma temporada de seriado. Isso me entristece um pouco. Falta vontade, falta gana, falta sangue no olho. Falta aquela velha e boa luta. Todo mundo opta pelo mais fácil, pelo método mais simples: estragou, compra outro. Tudo é substituível. Mas não sei substituir minha vida, minhas histórias, meus amores. As coisas são raras. E caras. Nada tem preço, nada é desprezado. Aproveito tudo até o último gole, até o último pedaço, até a última gota. E acho que é assim que a gente deve viver: curtindo tudo ao máximo. E se estragar a gente remenda. Porque tudo pode ser modificado, basta a gente querer.
Clarissa Corrêa

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

...

Aprendi que se aprende errando. Que crescer não significa fazer aniversário. Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem. Que amigos a gente conquista mostrando o que somos. Que os verdadeiros amigos vão com você até o fim. Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela. Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada. Que a natureza é a coisa mais bela na vida. Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos. Que ouvir uma palavra de carinho faz bem a saúde. Que sonhar é preciso. Que se deve ser criança a vida toda. Que nosso ser é livre. Que Deus não proíbe nada em nome do amor.

Daquilo que é óbvio...

"Daquilo que é óbvio, daquilo que nos faz um tanto bem maior, daquilo que nos faz amadurecer diariamente: A capacidade que a gente tem de olhar no olho, de agradecer, de poder dialogar, criticar com sensibilidade, com coragem. Que a gente saiba valorizar cada momento nosso, porque todo mundo aqui já está automaticamente em extinção; Só existe um de cada um de nós. Que a gente saiba cuidar muito disso." (Fernando Anitelli)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

“Admito que doeu, que me sufocou. Admito que eu não sabia pra onde correr. Admito que me consumiu, que me corroeu, que me despedaçou. Mas também admito me fez olhar pra frente e entender que tudo nessa vida tem uma razão, e que se você se machuca muito, começa a não doer mais tanto.” C.F.A.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sorria.

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz”


Charles Chaplin

...

"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim um recomeço!"
(O Pequeno Príncipe)